Está querendo discutir por horas a fio? Aqui pode ser o seu lugar!
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 V-Brake
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    Paum cum Çalãmi escreveu: De novo essa ingenuidade da cobrança de bagagem?

    Esse tipo de medida funcionaria em um mercado competitivo, não em uma estrutura oligopolística onde três firmas dominam mais de 90% do mercado.

    A cobrança de bagagem funciona tão bem para o consumidor que, se ele decide comprar uma bagagem dias depois de ter finalizado a compra, ele já paga mais caro por ela, mesmo que a demora do consumidor não represente custo efetivo algum à ampresa. Pior, a LATAM te cobra um preço diferente para despachar a mesma mala no dia 1º de Dezembro e no dia 10 de Dezembro. Benefício ao consumidor aqui? Nenhum.

    Deram um presentaço para um setor concentrado e o consumidor ainda espera que o trio oligopolista seja gentil com ele.
    Vc não entendeu nada do meu post, ou então entendeu e quis mudar. Eu comparei as motivações pra achar uma coisa ruim e a outra não. Pra uma, vale citar uma lista de poucos países que taxam transações financeiras, mas pra outro, ignoram uma lista com apenas 4 países no planeta q obrigam empresas a não cobrar bagagem.

    E mesmo assim, essa obrigação de dar malas de graça pros passageiros inibe empresas low cost de entrarem o Brasil, como a RyanAir, o q poderia aumentar a competitividade e diminuir os custos q vc mesmo reclama no seu post.

    Mas tem gente que acha q as bagagens não custam nada pra nenhuma empresa e elas são enviadas via teletransporte de um lado pro outro. As razões q vc deu pra justificar uma obrigatoriedade de despacho gratuito são circunstanciais.

     Paum cum Çalãmi
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    Cara, o modelo da Ryanair é diferente do que você imagina.

    A estrutura aeroportuária europeia é bastante ociosa, então os aeroportos secundários costumam dar descontos absurdos para que a Ryanair voe para lá e algumas cidades chegam até a dar subsídios para atrair turistas. A cobrança de bagagem, que traz receita para a companhia, está longe de ser o elemento crucial desse modelo.

    Pode ver que não existe companhia como a Ryanair nos Estados Unidos, Austrália ou no Canadá. Na América Latina, tá cheia de companhia que se diz baixo custo (como, a própria Gol), mas nenhuma tem estratégia de preço que nem a Ryanair. Por quê? Por que a infraestrutura aeroportuária é concentrada.

    O custo de manuseio de bagagem (ainda mais em país com salário baixo como é o Brasil) é baixíssimo para a operação. Ainda acho ilusório acreditar que a redução vai vir. Deram uma grande colher de chá para uma estrutura concentrada arrancar mais dinheiro do consumidor, isso sim.

     V-Brake
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    Paum cum Çalãmi escreveu: Cara, o modelo da Ryanair é diferente do que você imagina.

    A estrutura aeroportuária europeia é bastante ociosa, então os aeroportos secundários costumam dar descontos absurdos para que a Ryanair voe para lá e algumas cidades chegam até a dar subsídios para atrair turistas. A cobrança de bagagem, que traz receita para a companhia, está longe de ser o elemento crucial desse modelo.

    Pode ver que não existe companhia como a Ryanair nos Estados Unidos, Austrália ou no Canadá. Na América Latina, tá cheia de companhia que se diz baixo custo (como, a própria Gol), mas nenhuma tem estratégia de preço que nem a Ryanair. Por quê? Por que a infraestrutura aeroportuária é concentrada.

    O custo de manuseio de bagagem (ainda mais em país com salário baixo como é o Brasil) é baixíssimo para a operação. Ainda acho ilusório acreditar que a redução vai vir. Deram uma grande colher de chá para uma estrutura concentrada arrancar mais dinheiro do consumidor, isso sim.
    Como não existe? A jetBlue é o q? Spirit é o q? Existem várias companhias low cost nos eua. Inclusive a jetBlue, da última vez q vi, era a 6a ou 7a maior por lá :rimbuk2:

    E outra, a redução não "vai vir", ela já veio em trechos que começaram a ser operados por empresas low-cost depois da desregulamentação da franquia de bagagem. O preço de passagens em rotas com companhias low-cost pro Brasil caiu até 33%. Mas esse é o tipo de informação que não vai sair na grande mídia pq ñ ajuda na narrativa.
    o preço das passagens aéreas caiu até 33% nas rotas onde as empresas low cost começaram a voar. A maior redução foi verificada nas tarifas para Londres, mas as tarifas dos voos para Santiago tiveram redução de até 28%. A baixa não ocorreu apenas pela comercialização de suas próprias tarifas, mas especialmente pela reação das companhias aéreas concorrentes, que reduziram suas margens para não perder mercado para as novas entrantes.

     Mortal Kombat
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    Rapaz você nunca ouviu falar na Southwest a maior low cost do mundo? E outra coisa os EUA tem aeroporto em cada esquina, só a Florida sozinha deve ter mais aeródromos do que o Brasil.

    A Southwest por exemplo vende vaga na fila para embarcar antes já que nenhum assento é marcado, tem empresa aérea que vende espaço no bin e você não pode levar mala de mão.

    E sim todas as empresas brasileiras são low cost, mas isso não significa que elas são low fare e a pioneira nisso no Brasil é a Gol. Eu queria saber qual a dificuldade de entender a diferença do que é ser low cost e o que é ser low fare.

    E nunca nos teremos uma verdadeira low fare no Brasil enquanto tiver esse monte de regulação, encargos trabalhistas e etc. A Ryanair faz isso justamente por que o mercado é totalmente desregulamentado e se bobear eles cobram até o peido que você da dentro da aeronave.
    V-Brake  isso

     Paum cum Çalãmi
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    Na moral, a análise da Melhores Destinos é bem ruim. Eu não sei qual é o padrão de sazonalidade da rota, não sei se tem outro fator externo afetando o preço da rota. Ele alega que o anúncio da rota Rio de Janeiro - Santiago derruba os preços de São Paulo - Santiago, eu acho uma afirmação super estranha, porque a Sky sequer tem rede para voar entre São Paulo e Rio de Janeiro. Sem contar que se comete o erro de comparar tarifas de alta temporada contra tarifas de baixa temporada da mesma rota. Aliás, a própria Sky já voava aqui antes do fim da cobrança de bagagem.

    Novamente, apesar do mercado americano permitir a cobrança de bagagem aérea, é um mercado bastante concentrado, 4 companhias dominam 66% do mercado doméstico. O americano paga mais caro para voar que o europeu. A Southwest já não aplica a mesma estratégia agressiva de preços, tranquilamente não é low-fare faz um bom tempo. A JetBlue aliás tem uma tarifa alta para o mercado, também não é low-fare.

    Estou falando, é ilusório achar que só porque acabou a cobrança de bagagem aérea que vai surgir uma revolução no país. Não vai.

    Só para reforçar a mensagem: desde 2016, quando foi aprovado o fim da bagagem gratuita, nenhuma companhia aérea doméstica surgiu no país.

     Mortal Kombat
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    JetBlue não é barata mesmo, ela é exatamente igual a Azul.

    E o mercado americano está longe de ser um exemplo de low fare justamente por que a mão de obra lá é mais cara, não existe concorrência com trens e cada empresa tem um Hub extremamente consolidado.

    E falando sobre o Brasil, aqui pesa muito o custo do dolar uma empresa brasileira deve ter no máximo uns 2/3% de lucro e isso quando tem, então cobrar bagagem acaba sendo um alívio nas contas.

    E vai ser difícil surgir uma empresa brasileira nova, o passo mais importante foi dado com o Bolsonaro permitindo capital estrangeiro, mas como veio essa pandemia é mais fácil falir alguma empresa e quem está na bola da vez é a Latam.

     Touro Mecânico
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    Até gente do novo percebendo o absurdo que é taxar livros

     FooFighters
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    Touro Mecânico escreveu:

    Até gente do novo percebendo o absurdo que é taxar livros
    Mas não é assim que o país cria um emanharado de regras pra cada um?

    Cada um acha que o seu é sempre mais importante, e no final, cada um tem sua regra e no final, não serve regra nenhuma.

     Abedi Pelé
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    FooFighters escreveu:
    Essa é bem a cara dos "liberais" brasileiros. Ao invés defender menos impostos que beneficiam todos, eles vem e defendem aumento de impostos junto com uma burocracia de "crédito tributários" para devolver o que foi pago para alguns.

    Não querem a simplicidade da pessoa apenas pagar menos nas coisas, tem que pagar mais e depois receber uma esmolinha pra ficar bem agradecida ao governo.

     LL SCCP
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    ORO TODO DIA PARA A LATAM DECLARAR FALÊNCIA :pray:

     Touro Mecânico
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    Abedi Pelé escreveu:
    FooFighters escreveu:
    Essa é bem a cara dos "liberais" brasileiros. Ao invés defender menos impostos que beneficiam todos, eles vem e defendem aumento de impostos junto com uma burocracia de "crédito tributários" para devolver o que foi pago para alguns.

    Não querem a simplicidade da pessoa apenas pagar menos nas coisas, tem que pagar mais e depois receber uma esmolinha pra ficar bem agradecida ao governo.
    Depois o @Geraldo Grêmio ainda me pergunta o que eu tenho contra liberais. :lol:

     Geraldo Grêmio
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    Se isso é liberalismo pra vocês, vocês são tão idiotas e burros quanto a ala olavista/bolsonarista desse fórum.
    DAC  isso

     ArnaldoCésarCoelho
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    Esse Pedro Menezes não é o "liberal" que tem simpatia com o PSOL?

     Paum cum Çalãmi
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    Honestamente, não entendo porque os liberais entraram nessa onda de defender imposto sobre livros.

    Me parece que ignoraram a questão óbvia de que livros permitem a difusão de ideias e conhecimento, fazendo com que a sociedade se beneficie como um todo deste fenômeno.

    Eu, honestamente, não vejo razão alguma para taxar receita bruta de editora, que claramente impacta o preço de um livro. Fosse um imposto mais neutro, como, por exemplo, sobre o lucro, não veria problema.

     Rlim
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    Paum cum Çalãmi escreveu: Honestamente, não entendo porque os liberais entraram nessa onda de defender imposto sobre livros.

    Me parece que ignoraram a questão óbvia de que livros permitem a difusão de ideias e conhecimento, fazendo com que a sociedade se beneficie como um todo deste fenômeno.

    Eu, honestamente, não vejo razão alguma para taxar receita bruta de editora, que claramente impacta o preço de um livro. Fosse um imposto mais neutro, como, por exemplo, sobre o lucro, não veria problema.
    Acredito que neste caso não está se defendendo a criação de um imposto em si sobre livros, mas sim o desenvolvimento de uma base de tributação mais equânime e igualitária.

    No sistema tributário brasileiro atual você tem setores que são pouquissimo tributados ou mesmo isentos, enquanto outros possuem uma carga tributária elevadissima justamente para compensar. Dado que obviamente nada é de graça. Então esse imposto baixo ou essa isenção são pagos na verdade por outros setores da economia.

    Hoje por exemplo o setor agrícola possui baixissimo nível de tributação e um alto nível de subsidios. O setor de serviços também possui um nível de tributação mais baixo. Enquanto isso a indústria pesada possui uma carga próxima dos 40% a 50% de tributos, justamente pra recompor a perda.

    E um dos problemas do Brasil é justamente isso, poucos pagam e muito, enquanto uma margem muito grande paga pouco ou nada.

    A ideia pelo o que eu entendi é equalizar isso. De forma que a base seja expandida. Quem paga pouco ou nada, pagará uma fatia maior e quem paga muito pagará menos. Compesando dessa forma o ajuste e indo em direção ao equilibrio.

    O problema de se começar a decidir o que tem que ser isento e o que pode ser tributado é que você abre uma brecha imensa pra que lobbies corporativos comecem a atuar para expandir os seus beneficios em relação aos demais ramos da sociedade. Hoje é o setor de livros que está reclamando, amanhã será o setor produtor de laranjas, e amanhã os profissionais liberais como os advogados, etc. Assim como já ocorreu antes, isso vai virar bola de neve onde você concede vantagens setor a setor o tempo todo até o negócio virar uma bagunça completa onde praticamente todo mundo tem beneficios fiscais em detrimento de outros.

    Ademais temos que pensar o seguinte. A tributação vai aumentar para os livros, mas o quanto ela será abaixada na cadeia como um todo? Exemplo, e se o produtor de papel pagar menos impostos, abaixando os preços dos insumos? E se o fabricante das impressoras e máquinas gráficas também pagar menos? E por ai vai.

    Veja bem, não conheço a fundo o que tá sendo proposto nesse caso em especifico de livros e por isso não tenho como dar uma opinião mais detalhada. Entendo também que livros são importantes e defendo que o que puder ser feito pra ajudar nesse mercado melhor. Mas imagino que a celeuma da tributação seja mais ou menos isso.

     Alric
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    Imposto bom

    Eventual imposto sobre pagamentos não incidiria só sobre economia digital, mas sobre 'todas transações', diz governo
    O tributo sobre pagamentos que está sendo analisado pelo governo, chamado de nova CPMF, não vai incidir só sobre a economia digital, mas sobre "todas as transações". A informação é da assessora especial do Ministério da Economia, Vanessa Canado.

    O novo imposto vem sendo defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e pela equipe econômica como uma forma de compensar a redução de impostos sobre a folha de pagamentos das empresas. A desoneração tem apoio de uma parte significativa do Congresso Nacional. Inicialmente, havia um debate no governo de que o novo imposto poderia incidir só sobre comércio eletrônico.

    "A contribuição sobre pagamentos, ela ganha uma nova conotação em relação à nova CPMF por conta da digitalização da economia. Quando torna a economia mais incorpórea, a forma de rastrear é mais fácil por meio do fluxo de pagamentos. Essa é a ideia que está na cabeça do ministro. A legislação está sendo desenhada pra refletir esse novo mundo digital rastreável através das transações financeiras", disse Canado em live dos jornais "Valor Econômico" e "O Globo".

    Segundo ela, os detalhes sobre o formato do novo tributo serão anunciados somente em data mais próxima ao envio da proposta. "Essa é a lógica que está por trás da proposta. Ampliar a base de arrecadação com esse novo tributo que capture melhor, rastreie melhor, o fluxo da economia digital, já que não tem o bem corpóreo circulando", acrescentou.

    O governo já informou anteriormente que estuda uma alíquota de 0,2% sobre as transações financeiras, que seria cobrada nas duas pontas da operação. Guedes tem dito que o novo tributo não representaria aumento de carga tributária.

    O novo tributo sofre resistência por parte do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que já disse que planeja recriar a campanha "Xô, CPMF". A campanha foi lançada em 2007 e defendia o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras. O imposto foi derrubado pelo Congresso naquele ano.

    Segundo o blog do Gerson Camarotti, o presidente Jair Bolsonaro decidiu dar um tempo para o ministro da Economia, Paulo Guedes, testar a aceitação no Congresso Nacional da criação do novo imposto. Mas, segundo auxiliares, Bolsonaro não vai fazer uma defesa pública da nova medida, por saber que .é impopular levantar a bandeira do aumento da carga tributária.
    https://g1.globo.com/economia/noticia/2 ... erno.ghtml

     Paum cum Çalãmi
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    Rlim escreveu: ...
    Entendo os riscos de captura política no processo de isenção tributária, só que o mercado de livro tem, de fato, um argumento sólido para ter uma isenção.

    Apesar de ser um bem privado, a leitura de um livro permite que novas ideias e conceitos sejam difundidos pela sociedade ao permitir que outras pessoas tenham acesso a esse mesmo conhecimento sem que tenham lido de fato o livro. Desta forma, a sociedade como um todo se beneficia com mais pessoas lendo livros.

    Sob esta ótica, se a sociedade se beneficia da difusão de conhecimento, há um argumento para inclusive promover o subsídio de livros, enquanto que taxá-los poderia ser considerado uma resposta ineficiente.
    Rlim  isso
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