Discuta as notícias e acompanhe os campeonatos do bom e velho futebol
  • 1
  • 350
  • 351
  • 352
  • 353
  • 354
  • 357

 Michael Jackson do Egito
  •  8398 posts
  •  

    Avatar do usuário

    Em resposta à pergunta do título do tópico: sim, to sempre no G4 desde quando nasci

    Vantagens de torcer apenas pra quem tá em primeiro :piscadela: :piscadela: :piscadela:

     Rules
  •  46289 posts
  •  

    Avatar do usuário

    Fluminense no G4 é o típico flanelinha
    Só está guardando a vaga

     Farofas
  •  176747 posts
  •  

    Avatar do usuário

    tremenda vitória no Castelão :emocao: :emocao: :emocao: :emocao:

     Super Fofo
  •  43093 posts
  •  

    Avatar do usuário

    mais um jogo mais um roubo

    reclama do var hj tambem vagabundo

     Farofas
  •  176747 posts
  •  

    Avatar do usuário

    Coisa deprimente essa coletiva do maluco do Fortaleza

    querendo jogar nas costas do Flu a culpa pelo Fortaleza ter sido prejudicado nos jogos anteriores

     Farofas
  •  176747 posts
  •  

    Avatar do usuário

    Custo-benefício: Fluminense tem menor folha salarial entre os oito primeiros colocados do Brasileiro

    Imagem

    No futebol, êxito e dinheiro quase sempre caminham lado a lado. Quanto mais capacidade de investimento um clube tem, a tendência é que mais qualificado seja o seu elenco para chegar mais longe nas competições. Mas o Fluminense tem contrariado essa lógica no Campeonato Brasileiro de 2020. Com a menor folha salarial entre os oito melhores colocados, o time do técnico Odair Hellmann tem se destacado na relação custo-benefício e fechou o primeiro turno no G-4 com 32 pontos, apenas três pontos atrás dos dois primeiros colocados, Inter e Flamengo.

    De acordo com o balancete tricolor do segundo trimestre, o Fluminense teve um gasto de R$ 37.242.561,00 com "salários, encargos e benefícios com funcionários" de janeiro a junho, o que dá um custo de R$ 6,2 milhões por mês de sua pasta do futebol profissional. Considerando só a remuneração do elenco, com CLT, direitos de imagem e encargos, o ge apurou que o custo mensal é de aproximadamente R$ 4,3 milhões, valor que seus concorrentes por título e G-4 gastam pelo menos o dobro.

    Os líderes Internacional e Flamengo, com 35 pontos, têm custos bem mais elevados. O Colorado divulgou em seu site oficial que gastou R$ 120.873.266,00 de janeiro a agosto, o que dá R$ 15.109.158,00 por mês com toda a sua estrutura do futebol (não especificado apenas o elenco). Já o Rubro-Negro não discrimina os custos entre futebol e outros esportes na pasta "atividades sociais e esportivas", cujos gastos foram de R$ 229.163.000,00 no balancete do terceiro trimestre, até setembro, uma média de 25,4 milhões. A reportagem não teve acesso aos números referentes aos gastos só com o elenco, mas apurou que ambos gastam acima dos R$ 12 milhões mensais, o que supera com folga o Flu.



    Terceiro colocado com os mesmos 32 pontos do Fluminense, o Atlético-MG divulga balanços apenas anuais. Com base nos números do clube de 2019, o Galo teve uma despesa aproximada de R$ 277.000.000,00 com toda a pasta do futebol, o que deu uma média mensal de 21,3 milhões por mês no ano passado, incluindo 13º salário. Considerando só o elenco profissional, a reportagem apurou que o clube gasta atualmente de CLT 6,5 milhões, mas com direitos de imagem e encargos o valor passa dos R$ 10 milhões por mês.

    A maioria dos clubes reduziu as folhas salariais com os elencos durante alguns meses do ano, em função da pandemia do Covid-19. Desta forma, a média das folhas neste ano tende a ser um pouco menor do que o que seria normalmente.

    O São Paulo, quinto colocado com 30 pontos, e o Palmeiras, em sétimo com 28, também só divulgam balanços anuais e incluem as categorias de base nos custos do futebol. O Tricolor Paulista divulgou uma despesa aproximada de R$ 179.234.000,00 em 2019, o que deu uma média de 13,7 milhões contando com o 13º salário. O Alviverde, por sua vez, informou o custo aproximado de R$ 264.704.000,00 no ano passado, equivalente a 20,3 milhões mensais. O valor apenas com o elenco profissional não é divulgada, mas a folha de ambos, com encargos, ultrapassa os R$ 10 milhões, segundo apurado pelo ge.




    Em sexto lugar com 30 pontos, o Santos divulgou em seu balancete do segundo trimestre uma despesa de R$ 67.326.662,00 com "remunerações de CLT, direitos de imagem, encargos e benefícios" do elenco, o que dá uma média de aproximadamente R$ 11 milhões mensais. Enquanto o Grêmio, oitavo colocado com 27 pontos, apresentou em seu balancete, também de janeiro a junho, um custo aproximado de R$ 54.881.000,00 com "remuneração de atletas profissionais, encargos e cessão de imagem", equivalente a cerca de R$ 9 milhões por mês.

    O primeiro clube de folha menor que a do Flu na tabela de classificação aparece apenas na nona colocação: é o Sport, com 24 pontos e um custo mensal de aproximadamente R$ 3 milhões.

    Em comum entre eles, seis dos sete concorrentes tricolores – exceto o Atlético-MG – montaram elencos maiores porque se classificaram para a Libertadores este ano. A vaga na principal competição da América do Sul é a meta que o Fluminense busca para 2021, e a diretoria tricolor já planeja aumentar o investimento no futebol na próxima temporada.

    A folha salarial do Fluminense foi reduzida já há alguns anos, após o impacto da saída da Unimed/Rio como patrocinadora, mas só nesta temporada a relação "custo-benefício" com a campanha no Brasileiro tem sido mais expressiva. Os gastos reduzidos se devem-se à difícil situação financeira do clube e também à dificuldade de se obter maiores receitas, cenário ainda mais desafiador em razão da pandemia.

    Apesar dos valores mais baixos que os concorrentes, a atual gestão, do presidente Mário Bittencourt, ainda encontra dificuldades para manter todos os salários em dia. Na última semana, o clube pagou o restante dos salários de agosto e quitou dois meses de direitos de imagem. Atualmente estão pendentes os vencimentos CLT de setembro e as imagens de agosto e setembro. O atual elenco tricolor é formado, em sua maior parte, por jogadores formados na base e de veteranos medalhões, como Ganso, Nenê, Fred, Hudson e Egídio.


    https://globoesporte.globo.com/futebol/ ... eiro.ghtml

     Farofas
  •  176747 posts
  •  

    Avatar do usuário

    Imagem

    Uma década se passou desde aquele 5 de dezembro de 2010. Um dia que o torcedor do Fluminense nunca irá esquecer. Dia em que o clube conquistou o tricampeonato brasileiro e pôs fim a um jejum que já durava 26 anos. A vitória por 1 a 0 sobre o Guarani, no hoje estádio Nilton Santos, foi o 38º capítulo da histórica campanha. E em todos eles, havia um nome em comum: Darío Conca. O argentino foi o grande protagonista daquela conquista. Além de jogar todos os jogos, foi o líder em assistências do campeonato e artilheiro da equipe, decidindo várias partidas ao longo da competição. Foi eleito por especialistas e torcedores, o "craque" daquela edição do Brasileirão.



    Hoje com 37 anos e aposentado dos gramados desde abril de 2019, Conca relembrou com carinho da conquista, que classificou como maior da carreira, em entrevista especial ao ge, intermediada pela ASJ Consultoria:

    - Para mim, foi o maior título que ganhei na carreira. Com certeza. Por tudo o que eu passei, por tudo o que o Fluminense passou em 2009... Depois de 26 anos, o clube conquistar aquele título do jeito que foi...

    Imagem



    Conca era o garçom da companhia. Foi o líder disparado de assistências no Brasileirão, com 20 passes para gol. Apesar do elenco estrelado, a caminhada não foi nada fácil. Fred e Sheik conviveram com lesões, e Deco e Belletti, que chegaram no meio da competição, não conseguiam ter uma boa sequência. Já Washington, que também chegou no meio do ano, encaixou rapidamente virou o artilheiro do time, formando dupla de ataque com Rodriguinho. Porém, a 16 rodadas do fim, o "Coração Valente" emendou um jejum de gols que duraria até o fim do campeonato.

    Foi quando Conca “pôs a bola debaixo do braço” e assumiu um papel que nunca experimentara na carreira: o de goleador. Antes com apenas um gol nos 24 primeiros jogos, balançou as redes oito vezes nas últimas 14 partidas. Gols que decidiram jogos importantes, como nos triunfos sobre o Grêmio, o Vitória e o Avaí, por exemplo. Ao fim, além de líder de assistências, terminou como artilheiro do Flu, com nove gols. Papel a mais que ele credita também ao técnico Muricy Ramalho.

    - Foi uma coisa que veio natural. O Coração Valente marcava muito gol e começaram a marcar mais ele, e aí sobrava mais espaço para mim. Mas o Muricy tem uma parte muito importante. Desde que ele chegou ao Fluminense, ele falava muito todo treino, todo jogo, reclamava muito que eu não entrava na área, que eu ficava sempre esperando rebote e ele cobrava muito de eu fazer mais gol, de ficar mais perto do gol. O treinador demora um pouquinho para colocar as coisas na cabeça do jogador e depois de 24 jogos ele conseguiu me colocar do jeito que ele queria, bem perto do gol.


    Imagem



    A impressionante marca de participar de todos os 38 jogos do campeonato pareceu ameaçada na reta final depois que Conca tomou o segundo cartão amarelo na 34ª rodada. Mas esteve em risco desde muito antes, em um problema que o argentino e o Fluminense procurou manter em segredo. O camisa 11 sentiu uma lesão no joelho esquerdo na 12ª rodada. O departamento médico do clube informou que o caso era cirúrgico, mas as partes optaram por deixar a operação só para depois do campeonato. O procedimento foi realizado no fim de dezembro.

    - Eu me machuquei contra o Athletico-PR, no Maracanã (12ª rodada). Tinham os doutores, o Vitor, o Douglas, o Simoni. Quando fiz a ressonância, perguntei o que que era e eles disseram que tinha que fazer uma cirurgia. O doutor Douglas explicou que se eu não fizesse, eu teria que jogar no sacrifício, porque um dia o menisco não aguentaria. Eu perguntei se era possível jogar até o fim do ano e ele respondeu que sim. E eu falei: “Então vamos. Se estourar, estourou. Pelo menos eu senti que me entreguei 100%”. No fim, faltando umas duas semanas, eu comecei a sentir um pouco mais de dor. Mas durante todo o torneio, com toda a preparação física, fisioterapia, conseguia segurar. Nunca teve risco de eu ficar fora de um jogo. Sempre me senti bem. Era uma dor mínima. Campeonato Brasileiro se joga quarta e domingo, então todo jogador sempre tem uma ou outra dor. Então o único risco de eu ficar fora era só se eu tomasse mais um cartão!

    Imagem


    Ao ser desafiado a montar o top 3 dos jogos mais marcantes daquela conquista, Conca citou o triunfo por 1 a 0 sobre o badalado Santos de Neymar, Ganso e Robinho na 9ª rodada, em plena Vila Belmiro, a vitória sobre o Grêmio por 2 a 0, na 32ª rodada, em que ele fez os dois gols, e, claro, o jogo do título contra o Guarani.

    - Os mais marcantes foram: contra o Santos, na Vila. Ganhamos de 1 a 0 com gol do Alan. Pegamos o melhor Santos, que jogava o futebol mais bonito do Brasil; do Grêmio, no Engenhão, e contra o Guarani, com certeza. Foram os três jogos mais marcantes com certeza para mim e para tantos outros jogadores.

    Imagem

    O Fluminense chegou à última rodada do Brasileirão na liderança, um ponto à frente do Corinthians e dois na frente do Cruzeiro. Precisava vencer o Guarani para não depender de outros resultados. O fato do adversário já estar rebaixado poderia indicar um jogo tranquilo. Mas foi um domingo tenso. Os 26 anos de jejum pesavam nas costas dos jogadores. O time entrou ansioso e a partida foi para o intervalo sem gols. Foi quando Muricy procurou tranquilizar os atletas. A equipe melhorou e, aos 17 minutos do 2º tempo, Emerson Sheik fez o gol da vitória e do título tricolor.

    - Entramos no vestiário, todo mundo imaginava um Muricy irritado, nervoso. Mas ele estava muito calmo. (A ansiedade dos jogadores) era normal. Havia 26 anos que o Fluminense não ganhava um Brasileiro. Ao treinarmos nas Laranjeiras, com os sócios (nas arquibancadas) já sentíamos aquele clima, você sai de casa o porteiro já fala... Carregávamos uma responsabilidade muito grande. O Guarani jogou bem, jogou relaxado. Ninguém dá nada de presente. Dentro do jogo sabíamos que estávamos com uma responsabilidade muito grande, uma obrigação de fazer um gol muito rápido e acho que isso foi nos atrapalhando um pouquinho. Quando chegou no intervalo, o Muricy pediu para todo mundo sentar e ninguém falar nada. Porque jogador sempre chega no vestiário falando alguma coisa. Ele falou: “Ninguém fala nada, relaxem. Temos cinco, dez minutos para relaxar. Todo mundo tranquilo”. E completou: “Se jogarem do jeito que jogamos, temos mais 45 minutos, um gol conseguimos fazer. Só não podemos tomar gol, se não vamos sofrer”. Ele mudou um pouquinho aquela responsabilidade toda, dos 26 anos para um jogo normal.

    Muricy que, aliás, tem um lugar especial para Conca em sua carreira:

    - O ano de 2010 foi o melhor ano da minha carreira. Ao lado dele eu me sentia confortável, ele me entendia. Ele fazia eu jogar do jeito que eu precisava naquele momento. O Muricy foi muito especial para mim. Sempre serei grato a ele. Por tudo que me ensinou, na confiança que me passou, que me fez entender que era capaz de conseguir um título brasileiro, de conseguir fazer mais gols, de conseguir participar mais. Para mim, o Muricy foi o melhor.


    Imagem



    A trajetória do treinador à frente do clube, aliás, quase foi interrompida por um convite da CBF para comandar a seleção brasileira. Mas Muricy acabou ficando e levando o time ao título:

    - Foi uma alegria saber que poderíamos continuar trabalhando com um treinador que era desejado pela seleção brasileira. Confiávamos muito no trabalho do Muricy. Sabíamos o que ele queria. Sabíamos que ele era o treinador para nos levar a ser campeão, que sabia o caminho, que era uma pessoa fantástica, que em um mês já tinha ganhado o carinho dos torcedores, dos jogadores e de todos que trabalhavam no clube. Uma alegria para o Fluminense e uma tristeza para a seleção brasileira.

    Muricy ficou e o título veio ao fim do campeonato. Uma conquista que parecia destinada àquele grupo:

    - Era um grupo muito unido. Tinham as estrelas, o Deco, o Fred, o Sheik, o Belletti... Tinham jogadores que chegaram depois, caso do Carlinhos, do Rodriguinho e tantos outros... O elenco era unido, as pessoas, o clube era bem organizado, a diretoria, a Unimed... Estavam todos unidos para o bem do Fluminense. Era um clube completo que sabia que estava pronto para ganhar o título.


    Imagem



    Protagonista no histórico título, Conca era unanimidade entre os torcedores do Fluminense. Unanimidade abalada pela segunda ida para o futebol chinês, em 2015, e pelo retorno ao futebol brasileiro no arquirrival Flamengo, dois anos depois. Desde então, os tricolores passaram a se dividir entre os que o consideram ídolo e os que não o perdoam por esses episódios. O argentino fez sua defesa e argumentou que o Tricolor não abriu-lhe as portas quando, machucado, decidiu voltar ao país.

    - Eu sou torcedor também. Tenho meu time do coração também e algumas vezes reclamei de um jogador ou outro. Eu nunca vou agradar todo mundo. Entendo perfeitamente que não ficaram felizes. Mas o que me deixa tranquilo é saber que, enquanto estive no Fluminense, respeitei 100%, busquei participar da maior quantidade de jogos possíveis, nunca faltei respeito ao clube. Eu, no meu caso, dou muita importância ao que acontece quando o jogador veste a camisa do clube. Você tem que demonstrar enquanto está lá o que é o mais importante. Eu me entreguei 100% e por isso estou tranquilo. Mas entendo as pessoas que ficam chateadas. É normal do torcedor não querer ver o jogador que passou no seu time jogar no time rival.




    - Nunca ninguém reclamou (pessoalmente). Uma vez uma pessoa veio me perguntar. Pode-se falar muitas coisas, mas quando eu explico que o Fluminense não me abriu as portas na época, as pessoas conseguem entender melhor. Acho que também por eu ter falado pouco naquele momento, as pessoas saíam falando mal da decisão que eu tomei tanto quanto fui para China, quanto para o Flamengo. Quando comento a verdade para o torcedor que me pergunta, que eu estava machucado, que o Fluminense sabia e não abriu as portas, aí eles conseguem entender. O que fica é que eu recusei o Fluminense. E eu não recusei. Eu nunca tive proposta do Fluminense.

    Neste ano, Conca voltou a ser tema de discussão entre os tricolores. Em julho, a Flu Fest, que celebra o aniversário do Fluminense, teve como tema os 10 anos do tri. Nas redes sociais, muitos torcedores sentiram a falta do argentino no evento. Perguntado se teria sido chamado para o evento, foi sucinto:

    - Não posso entrar em uma festa que não fui convidado. Só isso.


    Imagem

    Flu, por outro lado, havia pedido a Conca e outros jogadores a escreverem depoimentos para o livro “Time de Guerreiros – A Epopeia do Tri”. O argentino, no entanto, declinou. Perguntado o motivo, deu a seguinte explicação:

    - O livro é o seguinte... Quando você vê as coisas... Você pode ver na capa que aparecem alguns jogadores, aparecem as palavras de todo mundo... “Ah, o Conca tem que aparecer mais porque jogou mais”. Para mim seria contra o que eu sempre pensei. Todo mundo participou. Quem jogou 38 tem a mesma importância de quem jogou um jogo. Quando não vou me sentir bem com aquilo que defendi tanto durante a minha carreira, que são meus companheiros, prefiro não participar.


    Imagem



    Em setembro, nova polêmica. Conca, hoje em dia ativo nas redes sociais, postou, um dia após a eliminação do time na Copa do Brasil: “O Fluminense é gigante, maior que todos. As mentiras, soberbas, falta de humildade e a politicagem nunca fizeram parte de um Fluminense vencedor!”. Perguntado se a postagem era uma crítica à atual gestão, disse:

    - Eu fiz a postagem, falei o que eu sentia, com a diretoria que eu já tinha trabalhado também. Hoje a diretoria faz o trabalho dela e eu prefiro me manter fora, porque não faz parte eu chegar nesse momento e falar uma coisa ou outra, porque nesse momento não vai fazer diferença para o Fluminense. Não é o melhor nesse momento.


    No dia seguinte, mais pano para manga. Em um post para relembrar o triunfo de 2 a 1 sobre o Vitória na caminhada do tri (partida em que Conca marcou um dos gols), o Fluminense "cortou" o argentino da foto escolhida, destacando apenas Rodriguinho, autor do outro gol, na imagem. Na ocasião, torcedores acusaram o clube de retaliação pela declaração do argentino na véspera.



    Imagem

    Desconforto contornado pelo próprio Fluminense com um pedido de desculpas no dia seguinte em um post exaltando o argentino.



    Polêmicas à parte, Conca segue acompanhando o Fluminense. Seja nas redes sociais ou entrevistas, sempre reforçou torcer para o clube no Brasil.

    - O time está bem. Esse ano não está sendo fácil para ninguém. O Fluminense tem um time que as pessoas podem pensar “não joga tão bonito”, mas é um time que briga, que consegue vitórias importantes, que ajudaram para estar muito bem na tabela. Dá para acreditar que pode chegar entre os quatro primeiros e ir para a Libertadores. Vamos torcer para isso acontecer. Tem um treinador que está montando um time que luta, um time organizado. As pessoas pensam que tem que jogar um pouquinho mais, não gostam tanto do jogo, mas é um organizado, que luta, que sabe o que vai fazer, que tem jogadores importantes.

    E, unanimidade ou não, o argentino terá para sempre seu nome marcado na história do Fluminense.

    Imagem

    Confira outras respostas de Conca na entrevista especial:

    De quais jogadores você era mais próximo naquele grupo de 2010?
    - Eu me dava muito bem com o Carlinhos, que sempre brincava muito. Ficava muito tempo com ele, com o Marquinho também... Tinha amizade com o Fred também, sempre estávamos juntos pelo que passamos em 2009. Fernando Henrique também... E tantos outros.




    Como vocês comemoraram aquela conquista?
    - Estava um calor aquele dia. Fomos para o vestiário, comemoramos, aí invadimos a coletiva do Muricy. Quando saímos do estádio, uma chuva infernal. Foi todo mundo comemorar na Barra. E teve uma comemoração nossa, com a maioria dos jogadores.

    Tem alguma história curiosa de bastidores daquele dia?
    - O André Luís, zagueiro, no meio da comemoração pegou um táxi e foi embora. Vestido com a roupa do clube e tudo, chuteira... Todo mundo achando que ia ter muita gente, aí ele pegou um táxi e foi embora. São personagens, amigos que o futebol te dá. Pessoas muito humildes, muito simples.

    Você acha que o Fluminense seria campeão se o Muricy saísse para a seleção brasileira no meio do campeonato quando recebeu o convite da CBF?
    - Sabíamos que o Muricy saindo chegaria um outro treinador muito bom, porque o Fluminense estava forte, contratando os melhores treinadores sempre. Mas é difícil falar. Seria muito difícil, porque teria uma outra forma de trabalhar, e o Muricy é um treinador do qual a torcida abraçou e ele deu muito ao clube. Ele pegou o time certo para fazer um grande trabalho. Não falo que o Fluminense não seria campeão, porque tinha muita coisa boa. Mas que seria difícil, seria.

    Passados esses anos, você costuma receber bastante carinho dos tricolores na rua?
    - Sempre me deu carinho. Sempre foi assim. Nunca senti diferença, nunca tive problema. Nunca teve um torcedor que veio falar alguma coisa. Eles tiram fotos, me agradecem pela passagem pelo clube. As pessoas acham que é só um título brasileiro, mas não é só isso. Eu passei muito tempo e durante todo esse tempo fui muito profissional, me cuidava, vivia para o futebol e eles me agradecem a tudo isso. E eu tenho um carinho muito grande pelos torcedores do Fluminense também.

    Na entrevista, você foi perguntado sobre a atual direção. E qual sua relação com Celso Barros, presidente da Unimed/Rio, patrocinadora do Fluminense na época, e de quem era próximo, e atualmente vice-presidente do clube, mas afastado do dia a dia desde que rompeu com Mário?
    - Falo algumas vezes com ele. Tenho uma boa relação. Sempre tive. Com ele, com o Horcades também... Sempre me dei muito bem com o pessoal da diretoria nesse sentido. Não tenho uma relação como tinha antes, porque participava quando estava dentro do clube e conseguíamos nos encontrar bem mais. É uma pessoa que me ajudou muito. Sou grato a ele. Tenho um respeito muito grande e tenho um carinho por ele ter me ajudado e por ter ajudado o clube a conquistar um título muito importante. Todos sabem que ele foi muito importante.




    O que achou do retorno do Fred ao Fluminense?
    - Fiquei feliz. É um ídolo do clube, uma pessoa que ajuda o clube tanto dentro quanto fora, uma pessoa que tive a sorte de jogar junto. Sou grato por ter jogado com um dos melhores atacantes do Brasil dos últimos anos. Ele está bem. Precisa de um tempo, porque ficou um período parado, mas tem muito a dar ao Fluminense. Espero que continue por muito tempo.




    Chegou a encontrar com ele desde quando ele voltou ao Flu?
    - Não encontrei. Também com esse negócio de pandemia... Ainda não tivemos oportunidade. Mas espero encontrar com ele em algum momento.

    Você, como argentino, certamente teve o Maradona como grande referência no futebol. Como foi o impacto da morte dele?
    - Foi uma tristeza muito grande. Nosso herói, nossa referência, a pessoa mais importante do nosso país, podem falar o que for. Para nós é um grande ídolo, uma pessoa que nos defendia no momento que precisávamos, que nos deu grandes alegrias. Lamentavelmente foi uma perda muito importante para o futebol mundial e mais ainda para os argentinos, que amamos ele. Estará para sempre em nossos corações. Desejo que a família supere esse momento tão difícil e que nosso país saiba que tivemos o maior do mundo.

    Você teve alguma história com ele, tanto como jogador de futebol, quanto como torcedor do Boca Juniors? Chegou a conhecê-lo pessoalmente?
    - Eu o encontrei duas vezes. Uma quando eu tinha 12 anos. Ele foi treinar em um lugar onde um vizinho meu trabalhava em um restaurante e me avisou. Ele estava voltando para o Boca. Aí fui lá e estava ele e o Caniggia. Nunca me esqueço de olhar e ver que era o Maradona. Ele colocava uma pessoa em pé na frente de cada trave e chutava a bola de fora da área por cima da cabeça de cada uma, na gaveta. Quando ele saiu, ninguém deixava encostar nele, tirar foto. Aí eu fui tirar foto com um irmão, uma pessoa nos parou e ele disse: “pode deixar”. Imagina estar do lado do Maradona?! Meu herói. Quando éramos crianças, brincávamos de escolher quem era cada jogador e todos brigavam para ser o Maradona

    Imagem

    - A segunda vez foi quando ele foi jogar no Chile. Eu estava no Universidad Católica. Quando entrei no vestiário, fui cumprimentá-lo e ele disse: “E aí, Conca. Como você está?”. E eu pensei “Mentira que ele me conhece”. Aí a pessoa que estava com ele disse: “Ele conhece quase todos os jogadores do mundo. Todos os argentinos ele sabe quem é quem”. Incrível. Essas coisas demonstram a humildade do maior de todos.

     .Kiko.
  •  36440 posts
  •  

    Avatar do usuário

    MARCÃO DO POVO
    • 1
    • 350
    • 351
    • 352
    • 353
    • 354
    • 357

    MENSAGENS RECENTES

    É pq a gente só jogou quando era fut[…]

    Esse jogo é um skyrim da from? gra[…]

    Facebook

    desconfiei, de toda forma, carisma



    O melhor conteúdo: seguro, estável e de fácil manutenção, desde 2012