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 HopelessWave
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    Rules escreveu: Gostei que o Facincani e o Paschoal ficaram
    Lixo do Sormani tinha que ter vazado
    Facincani é, de longe, o cara mais chato da mesa, levando em conta só apresentadores fixos(Paulo Lima venceria). Pensa que é muito mais inteligente do que realmente é(não sou nenhum primor em inteligência para sair medindo o nível dos outros, mas é bem perceptível), tem uma dicção extremamente irritante e tenta forçar um humor completamente ridículo.

    Sormani é outra porcaria comentando também, tipo de cara que você nem leva em consideração, mas consegue ser engraçado às vezes.
    Pelo, camaleão  isso

     Pelo
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    Sormani é monstro,ele citando Jordan em todo comentário é hilario

     Farofas
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    A Disney segue em negociações para definir o futuro dos profissionais de seus canais esportivos e têm vínculos vencendo em breve. Ontem (7), mais um profissional de peso acertou sua continuidade: Mauro Naves. O repórter, que atuou por mais de 30 anos na Globo como um de seus principais nomes, deverá ficar mais alguns anos nos canais ESPN e Fox Sports.

    Quem está de saída da empresa americana, porém, é o comentarista Luis Carlos Quartarollo.

    A continuidade de Mauro Naves é confirmada pela Disney ao UOL Esporte. "Nosso pilar de esportes está passando por um processo de transformação para oferecer um conteúdo ainda mais variado e qualificado para a audiência do Brasil. A reformulação faz parte do planejamento da Companhia que seguirá investindo em sua programação esportiva, contando com um extenso portfólio de direitos, além de uma equipe de jornalismo referência junto aos fãs de esportes", diz o posicionamento padrão sobre a situação.

    A reportagem apurou que a situação de Naves é a mesma de Abel Neto, que definiu sua permanência dias atrás. Seu contrato terminará apenas em fevereiro de 2021, mas o seu trabalho é muito bem avaliado internamente e sua renovação já foi avisada e aceita. Para os executivos do Esporte da Disney, Mauro Naves surpreendeu como comentarista e pode ajudar muito em apuração com clubes e na cobertura da seleção brasileira, já que tem uma relação muito próxima com a CBF até os dias de hoje.

    Mauro Naves foi contratado pelo Fox Sports em fevereiro do ano passado para ser comentarista de programas e transmissões da Libertadores, além de ajudar internamente em algumas apurações. Desde a aprovação da fusão entre Disney e Fox pelo Cade, em maio, ele passou a participar frequentemente de atrações da ESPN também. A Fox foi a primeira empresa fora da Globo, onde esteve por 31 anos - ele foi demitido em junho de 2019 em uma situação polêmica sobre a acusação de estupro envolvendo o jogador Neymar.

    Saídas ainda acontecem na Disney

    As saídas também estão acontecendo em larga escala na Disney. Quem deixou o Esporte da empresa foi o comentarista Luis Carlos Quartarollo, que estava no Fox Sports desde abril de 2019. Quartarollo teve passagem pela Rádio Jovem Pan e atuava no programa "Tarde Redonda" prioritariamente. Ele se junta a outros nomes que deixaram o grupo ontem (7), como Benjamin Back, Lívia Nepomuceno, Flávio Gomes, José Ilan e Leandro Quesada.

    A Disney quer definir a situação de todos os contratos que terminam até o fim da primeira quinzena deste mês. A empresa americana quer a exclusividade em todas as mídias de seus profissionais, o que torna a situação de alguns nomes mais delicada.
    Veja quem fica e quem sai da Disney:

    Ficam

    Edu Elias
    Oswaldo Pascohal
    Fábio Sormani
    João Guilherme
    Vinícius Nicoletti
    Gustavo Berton
    Fernando Nardini
    William Tavares
    Felippe Facincani
    Felipe Motta
    Luciano Amaral
    Gustavo Hofman
    Leonardo Bertozzi
    Marcela Rafael
    Rodrigo Bueno
    Carlos Simon
    Zinho
    Mariana Spinelli
    Rafael Marques
    Abel Neto
    Guilherme Giovanonni
    Nivaldo Prieto
    Eugênio Leal
    Hamilton Rodrigues
    Thiago Alves
    Edgard de Mello Filho
    Mauro Naves

    Não ficam

    Fernando Caetano
    Bruna Carvalho
    Álvaro Loureiro
    Flávio Winick
    Flávio Amendola
    André Cavalcante
    Diego Bertozzi
    Edmundo
    Jackson Pinheiro
    Rodrigo Cascino
    Gudryan Neufert
    José Eduardo Savóia
    Benjamin Back
    Renata Silveira
    Ricardo Lay
    Flávio Gomes
    Lívia Nepomuceno
    José Ilan
    Leandro Quesada
    Luis Carlos Quartarollo

     overday
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    Benja disse que saiu porque a Disney queria exclusividade, não poderia fazer o programa do SBT nem ter canal no YouTube.

    Agora fiquei curioso pra ver como vão proceder com o Mauro. Nas lives pós jogo que ele faz no canal dele, ele recebe rios de superchats, além da remuneração normal do YouTube que não deve ser pequena pelo número de views que tem. Se bobear, ele tá tirando mais dinheiro no YouTube do que na espn.

    Será que a Disney vai ser inflexível como foi com o Benja? E se for, será que o Mauro abriria mão do canal no YouTube? :rimbuk2:

     Farofas
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    essa negociação do Mauro vai se arrastar mais que a Novela Neymar

    só deve sair anuncio no ultimo dia mesmo

     Rules
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    Paulo Lima continua? :omg3:

     Rlim
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    Ainda bem que tiraram esse Benja. Ruim e chato pra caralho.

    Pra ser perfeito tinham que ter chutado esse lixo do Facincani também.

     Farofas
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    hj pela 1° vez no ano troquei de canal durante o FOX Radio

    o programa já se tornou algo completamente diferente do que era antes

    e o povão tbm ta largando





     Pelo
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    Farofas escreveu:
    Joanete da Fiona Apple escreveu: que sacrilégio comparar aquele épico bate bola com essa imundice
    ambos marcaram época

    acho q cabe comparação sim





    Melhor programa da história :emocao: :emocao:
    Benja
    Mano
    Sormani
    Pascoal
    Flavinho
    Mario Sérgio :chorar: :chorar:
    Melhor mesa redonda da história
    Farofas  isso

     otzy
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    overday escreveu:Benja disse que saiu porque a Disney queria exclusividade, não poderia fazer o programa do SBT nem ter canal no YouTube.

    Agora fiquei curioso pra ver como vão proceder com o Mauro. Nas lives pós jogo que ele faz no canal dele, ele recebe rios de superchats, além da remuneração normal do YouTube que não deve ser pequena pelo número de views que tem. Se bobear, ele tá tirando mais dinheiro no YouTube do que na espn.

    Será que a Disney vai ser inflexível como foi com o Benja? E se for, será que o Mauro abriria mão do canal no YouTube? :rimbuk2:
    Eles tão negociando com o MCP mas parece que tão exigindo exclusividade também.

    Muito improvável ele aceitar, o canal dele no YouTube tem mais de 500k inscritos e patrocínio mesmo ele não investindo um puto naquilo, sem contar que ele tem podcast e blog na UOL e coluna na Gazeta.

    Se fosse pra apostar agora acho que ele cai fora.

     Farofas
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    Flávio Gomes deixa a Fox: "Provável que minha carreira tenha se encerrado"

    Imagem

    Após deixar os canais Fox Sports na última segunda (7), o apresentador e comentarista Flávio Gomes escreveu uma carta emocionada para seus, agora, ex-colegas da TV esportiva. Em um longo recado, Flavinho, como é conhecido pelos amigos, recordou sua chegada ao canal, no final de 2013, após conturbada saída da ESPN Brasil, e comentou a não-renovação de seu contrato com o grupo Disney.

    Em suas palavras, Flávio Gomes sinalizou que tal despedida poderia representar ainda o final de sua carreira como jornalista esportivo. "Provável que minha carreira tenha se encerrado", afirmou.

    O texto foi escrito por Flávio Gomes para ser entregue internamente para alguns profissionais do Fox Sports na última segunda (7) e obtido pelo UOL Esporte. Entre as histórias relatadas, o jornalista conta que teve um convite do então executivo que introduziu o canal no Brasil, Edu Zebini, para sair da ESPN logo no início da Fox, em 2012. Gustavo Villani, hoje na Globo e que já tinha trabalhado com Flávio Gomes na ESPN, deu uma força para ele aceitar a proposta.

    Na parte mais emocionada, ao final da carta, Flávio Gomes entende que sua passagem pelo Fox Sports pode ser seu último ato como jornalista após 38 anos de carreira - Gomes tem 56 anos de idade, e uma carreira com passagens por Rádio Bandeirantes, Rádio Jovem Pan, ESPN Brasil, Lance!, Rádio Transamérica, Folha de São Paulo, entre outros veículos.

    Além de Flávio Gomes, saíram da Fox nomes como Benjamin Back, José Ilan, Lívia Nepomuceno, entre outros. Renovaram contrato Nivaldo Prieto, Abel Neto, Mauro Naves e João Guilherme.

    A Disney quer definir a situação de todos os contratos que terminam até o fim da primeira quinzena deste mês. A empresa americana quer a exclusividade em todas as mídias de seus profissionais, o que torna a situação de alguns nomes mais delicada.
    Leia, na íntegra, a carta escrita por Flávio Gomes para seus colegas e distribuída internamente:

    "Bom dia, pessoal.
    Bem, foram muitas mensagens individuais enviadas nos últimos dias, agora chegou a hora de falar com todo mundo em grupo.
    Semana passada agendaram minha reunião-para-falar-do-futuro para hoje às 9h40 e na sexta-feira fiz meus últimos dois programas na Fox intuindo que seriam os últimos. Do meu jeito, em silêncio, me despedi no ar. Ontem à noite, quando saiu a escala de hoje, já soube qual seria a informação que receberia na reunião - sutileza não tem sido a marca desta fusão, eu não estava no Rádio.
    Minha reunião durou exatos seis minutos, das 9h43 às 9h49, com duas pessoas queridas, o João Simões e o Maluf, com quem trabalhei por oito anos na ESPN Brasil, e o advogado que não conhecia. Não os culpo de nada, obviamente, como mensageiros que são. Meu sentimento ao desligar o Zoom - que é uma boa ferramenta para ser demitido, quase indolor - foi quase de indiferença. Coloquei a água no fogo para fazer meu café, tomei duas xícaras e vim aqui me despedir.
    Vou contar uma historinha para vocês, se é que alguém terá paciência para ler este enorme relato. Escrever é minha forma de ordenar o mundo, ao menos o meu mundo.
    Em 2012, quando a Fox começava a dar seus primeiros passos, eu já estava na ESPN havia sete anos e tinha um escritorinho na avenida Paulista, no mesmo prédio da Jovem Pan, o histórico Sir Winston Churchill. Quem é de São Paulo talvez conheça: Paulista, 807. Nessa pequena sala no oitavo andar eu montei minha empresa em 1996, dois anos depois de sair da "Folha" e logo que fui contratado pela Pan para fazer Fórmula 1 e apresentar um jornal de fim de tarde como âncora, chamado "Hora da Verdade". Ali eu dava expediente, por assim dizer. Cuidava dos jornais para quem escrevia e, mais tarde, ali passou a funcionar meu site, o Grande Prêmio. Um dos primeiros funcionários a trabalhar naquilo que virou uma minúscula redação foi o Everaldo Marques. Optei por montar minha empresa lá por causa da rádio. Como tinha de entrar no ar todos os dias às 17h30, achei que seria apropriado ter como "trânsito" para chegar ao trabalho apenas o elevador.
    E assim foi por 20 anos naquela salinha, a 802, repleta de quinquilharias de automobilismo, miniaturas, fotos de carros nas paredes, livros, uma bagunça fenomenal. Tinha alma, aquilo que eu chamava de "escritório".
    Mas voltemos a 2012. No térreo do edifício Sir Winston Churchill há uma galeria, que liga a Paulista à alameda Santos. Fica no coração da avenida e eu gostava de estar lá. Praticamente em frente à Gazeta, à Fundação Cásper Líbero, às escadarias onde em 2002 Lula falou ao Brasil pela primeira vez depois de eleito e vi aquilo tudo de perto trepado numa banca de jornal ao lado do meu grande amigo Fábio Seixas, vestindo a camiseta vermelha do PT (sejam curiosos, coloquem "Flavio Gomes PT" no Google e vai surgir uma foto minha nesse dia, que não sei quem tirou, mas que vira e mexe aparece no Twitter quando bolsominions de vários matizes resolvem me importunar, como se aquela imagem me ofendesse...).
    Gostava de lá, do prédio, da Paulista, daquele pedacinho específico da cidade, porque gostava da sensação de que tudo que fosse importante no Brasil passaria por ali primeiro e eu poderia ver da minha janela. Pois bem. Em 2012 eu estava saindo de um pequeno restaurante na galeria, do lado da alameda Santos, quando um homem muito alto me abordou na calçada, disse meu nome, me cumprimentou e perguntou se podíamos tomar um café. Café era o que não faltava naquela galeria.
    Num primeiro momento sua fisionomia não me pareceu estranha, e só por isso aceitei o café, porque aquela pessoa claramente me conhecia e seria uma deselegância de minha parte não aceitar o convite tão gentil. Demorei alguns minutos - que vergonha - para perceber que era o mesmo que conhecera mais de 20 anos antes, na TV Manchete, quando fui convidado algumas vezes como editor de Esportes da "Folha" para participar de um programa de fim de noite aos domingos, apresentado pelo dr. Osmar de Oliveira. O cara alto era o Edu Zebini. Edu provavelmente não vai ler isso, mas se ler, já peço desculpas por não ter reconhecido na hora. Desculpa, Edu!
    Tomamos nosso café num pequeno... café, uai! Deve estar lá até hoje, a mesinha encostada à parede, o balcão envidraçado cheio de doces, o espresso servido com um pequeno copo com água com gás que confere a esse tipo de café alguma solenidade. Naquele dia, Edu me perguntou se eu toparia me juntar ao projeto de implantação da Fox, e se ele me autorizava a conversar com a direção da ESPN para me fazer uma proposta. Respondi que estava muito feliz na ESPN, gostava do que fazia, ganhava bem, agradeci a lembrança, mas tentei dizer com alguma delicadeza que não tinha interesse.
    Não havia nenhuma razão muito especial. Naquele café com água com gás, que o Edu pagou - sempre pagou os cafés --, não fiz nenhum julgamento sobre a Fox, sobre o projeto, nada. Apenas estava sossegado no meu canto, fazendo o "Pontapé Inicial" na ESPN, ancorando as jornadas da rádio que tínhamos criado em parceria com o "Estadão", eu gostava muito de rádio, cuidando das minhas coisas no escritorinho da Paulista... Enfim, minha vida era OK, não queria mudar muita coisa.
    Pouco tempo depois fui demitido pela ESPN, em rumoroso caso que dever ser do conhecimento da maioria aqui - resumidamente, troquei ofensas com torcedores do Grêmio num sábado à noite pelo Twitter porque a Lusa foi escandalosamente roubada em Porto Alegre, alguns desses torcedores me ameaçaram de morte, disseram que iam matar meus filhos, me exaltei e mandei todos tomarem no cu; uma treta de uns três, quatro minutos, meia dúzia de mensagens, nada muito importante, mas no dia seguinte torcedores gaúchos pediram minha cabeça ao presidente do Grêmio, que repassou a solicitação à ESPN, que a atendeu com presteza. Isso foi em setembro de 2013.
    Naqueles dias, o Guga Villani, com quem tinha trabalhado na ESPN, já estava na Fox e entrou em contato comigo. O Edu estava montando o elenco do Rádio e meu nome foi falado, e em uma semana, mais ou menos, estávamos tomando outro café, desta vez numa padaria na rua Turiassu. Ali acertamos meu novo contrato e eu estava empregado de novo. A estrutura de São Paulo estava sendo instalada no Bixiga, mais algumas semanas e o elenco estava fechado, nos encontramos numa loja do Shopping Paulista para montar o figurino sob a supervisão da Paula Young, alguma coisa estava nascendo ali. Em dezembro de 2013 fizemos alguns pilotos nos estúdios recém-inaugurados, fomos chamados para uma coletiva para a imprensa (da turma do Rádio, eu só tinha trabalhado antes com o Sormani, basicamente na "Folha"), e no fim daquele ano viemos para o Rio para uma sessão de fotos da qual guardo três recordações: uma, que o motorista da van que nos apanhou no aeroporto errou o caminho e levamos horas para chegar ao estúdio onde as fotos seriam tiradas, na Barra; a segunda, que fazia um calor absurdo; a terceira, que me enfiaram num blazer que batia no meu joelho e as fotos ficaram horríveis.
    Em janeiro estreamos o Rádio, ainda no Fox 2, que também estava entrando no ar naquele começo de ano. Antes, conheci o casarão do Cosme Velho, onde entrei no ar pela primeira vez no Fox 1 num programa sobre o rali Dakar. De volta a São Paulo, logo o Rádio foi se firmando e passamos por bons momentos naquele cenário meio inóspito numa mesa triangular que parecia uma nave espacial. Poucos meses depois nos mudaríamos para o Rio para fazer a Copa, nossa primeira Copa, e dela tenho lembranças muito carinhosas de cada minuto vivido no IBC, os novos programas, dividir a apresentação do "Bom Dia, Copa" com a Lívia, os cafés (sempre eles!) que tomávamos às 6 da manhã na cantina do Riocentro, o primeiro contato com a turma "carioca" da Fox, onde me sentia um estranho no ninho em meio àquele jeito diferente de ser, falar, agir... Um paulista envergonhado, mas recebido com enorme gentileza por todos.
    Fizemos uma grande Copa, não foi? Acho que ali atingimos, em menos de três anos no ar, uma maioridade difícil de alcançar em TV. De volta a São Paulo, o Rádio se estabeleceu como líder de audiência no horário, o canal como um todo era um sucesso, fiz coisas inimagináveis como me fantasiar de Pokemon e Penélope Charmosa, sabíamos rir de nós mesmos - uma virtude, creio --, e o que chamamos de "Família Fox" virou isso mesmo, uma divertida família comprometida com o trabalho, o ofício, a profissão.
    Bem, já estou me alongando. Desculpem. Vou tentar ser menos prolixo.
    Vivemos bons anos naquela pequena sede paulista, vizinha de um hotel de alta rotatividade, em frente à pequena mercearia de uma japonesa que vendia picolés e paçocas, próxima de um pé-sujo onde às vezes dava para comer um PF razoável. Até que no final de 2016 as vidas de todos nós sofreram uma reviravolta que nos fez adultos, a perda de nossas seis estrelinhas na Colômbia.
    Acho que é aí que queria chegar, com este gigantesco relato.
    Para quem perdeu Vitu, PJ, Jumelo, Rodrigo, Deva e Mário Sérgio da forma como tudo aconteceu, o que estamos passando agora não é nada, sendo bem racional. Conseguimos nos aprumar nos meses seguintes, e do alto de meu ateísmo militante, da minha descrença quase absoluta nas coisas que não posso ver, sinto que eles estão com a gente até hoje. Quando fui informado que teria de me mudar para o Rio, em meados de 2017, minha primeira reação foi de negar a mudança, mas fui convencido pelos meus filhos de que não era o fim do mundo. Lembro de comunicar a eles numa pizzaria que o papai ia mudar de cidade e o Yuri, o mais novo, dizer: pai, se você for com esse espírito, vai dar tudo errado. Então decidi que viria com o coração aberto. Também para fazer companhia às nossas seis estrelinhas e honrar o que eles fizeram em suas vidas.
    Já tinha conhecido a sede da Barra em 2016, durante a Olimpíada. Vim em definitivo em junho de 2017 e cheguei aqui com a mesma sensação de ser um paulista estranho em meio a cariocas descolados que, desta vez, me olhariam com certa desconfiança. Um cara esquisito, cheio de carros velhos na garagem, mais velho, vindo da ESPN, meio recluso em alguns momentos - era a impressão que eu tinha a impressão de passar... Nada mais falso. Nunca ninguém me tratou como um velho esquisito recluso cheio de carros velhos, imagem que talvez eu tenha de mim mesmo.
    O Rio me fez bem, nos fez bem. Decidi, aconselhado pelos meus meninos, encarar esta cidade sem preconceitos ou má vontade. Nem precisava. O Rio me ofereceu um abraço, abracei. Menos de um ano depois estava desfilando na São Clemente do nosso Eugênio numa ala cheia de amigas e amigos, um momento mágico que jamais, jamais vou esquecer.
    Acho que foi na Copa de 2018 que chegamos ao auge de nossa jornada na Fox. Para alguns, foram meses de Rússia; para outros, como nós, que metemos a cara na câmera, 45, 50 dias. Nessas horas, longe de casa, mostramos o melhor de nós mesmos. A camaradagem, a cumplicidade, a solidariedade. Rosinka, Rosinka... Me joguem em Moscou com o Yandex no celular. Aliás, joguem qualquer um de nós na Rússia inteira com o Yandex no celular. Chegamos a qualquer canto, resolvemos qualquer problema, viajamos naquele metrô para onde for.
    Acho que na Copa nossos laços foram definitivamente apertados, e talvez tenha sido nosso canto do cisne, porque as negociações de venda para a Disney já estavam em andamento e o destino do canal - e de cada um de nós - escapava de nossas mãos.
    Bom, acabou. Há alguns dias, estive nos estúdios da Barra. Arrumei um pretexto qualquer - devolver um celular. Fiz o caminho de todos os dias, parei meu carro na garagem vazia do segundo subsolo, passei meu crachá pela última vez na catraca e fiquei lá por duas horas passeando por cada cantinho do prédio. Fui me despedir. Sou assim, com lugares. Me despeço deles e lhes presto reverência pelo que representaram na minha vida. No estúdio do Rádio, escuro e silencioso, notei que sobre a bancada ainda estavam alguns daqueles microfones cenográficos meio ridículos que fizeram parte do cenário desde sempre. Uns sobreviventes. Peguei um deles, que estava preso com fita dupla face na mesa, e resolvi levar embora. Coloquei no bolso, meio desajeitado, com medo de ser flagrado por câmeras se segurança. Bom, se alguém pedir, devolvo. Assumo o crime. Está comigo, aqui na minha frente, agora.
    Obrigado a todos vocês por estes anos. Não estou triste, nem decepcionado, nem com raiva de nada. Esse processo todo chamado de fusão tem sido doloroso para todos, é mais uma extinção do que fusão, e no balanço de tudo apenas espero que aqueles que ficarem sigam firmes na carreira. A ESPN é uma boa casa, uma marca importante, vocês todos têm muita coisa pela frente. Se eu permanecesse, não tinha grandes ilusões, porém, de reencontrar a ESPN onde trabalhei por oito anos. Aquela, do Trajano, acabou. Assim como a nossa Fox. Não faz sentido querer reconstruir o passado no presente. O passado a gente olha para trás e lembra dele. Só.
    Aos que saíram, e acho que nenhum deles lerá essas linhas, desejo o melhor. O melhor, sempre. Vivam, sejam felizes, mudem de rumo se for preciso. Vivam.
    É muito provável que hoje, dia 7 de dezembro de 2020, às 9h49, minha carreira como jornalista esportivo tenha se encerrado. Em abril eu faria 38 anos de profissão, que começou no já bem distante ano de 1982, quando a maioria de vocês nem tinha nascido. Não tenho a intenção de arrastar correntes como um fantasma cansado em busca de uma sequência em algum outro canal, ou portal, ou YouTube, o que for. Acho que já fiz o que tinha de fazer, e me orgulho bastante dessa trajetória que termina hoje. Não tenho do que reclamar. Cobri mais de 200 GPs de Fórmula 1, Copas, Olimpíadas, eleições presidenciais, guerras, estive no jornalismo durante três décadas em que o jornalismo foi relevante, e isso me faz olhar para trás com alguma satisfação. E, mais importante de tudo, nesses anos todos conheci muitas pessoas a quem passei a amar e admirar profundamente, ainda que na maioria das vezes seja incapaz de demonstrar isso. Cada um de vocês faz parte dessa pequena multidão.
    Há um escritor americano chamado Paul Auster que escreveu, num de seus livros, uma frase que costumo citar - menos por presunção, mais porque é curta e fácil de decorar. "Foi. Não será de novo. Lembre."
    Lembrarei de cada um de vocês com carinho e respeito. Lembrarei de cada momento que vivi aqui com ternura e gratidão. Obrigado por terem feito parte da minha vida. Mas obrigado, principalmente, por permitirem que eu tenha feito parte da vida de vocês.
    Um beijo, sigam em frente.
    FG"

     ai caramba
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    Li tudo pausadamente em voz alta 3 vezes
    4718, omneto  isso

     Mucamo
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    Rules escreveu: Paulo Lima continua? :omg3:
    Se esse bosta ficar saberemos que as contratações não têm critério nenhum
    Pelo, Rules  isso

     otzy
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    Paulo Lima saiu

     camaleão
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    Pelo menos ele sabe que é prolixo
    odeio esse tipo de escrita, detalhista e cheia de falsa emoção.

    Ainda admitiu que roubou um microfone cenográfico.

    Se despediu e jaja volta pra algum canal na internet ou rádio.
    Ai vai dizer que o filho menor falou: papai, se você não fizer isso vou ficar triste :chorar:

    Sabe que não tem mais espaço na TV e diz que é por opção. roflmao
    omneto  isso

     Mucamo
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    camaleão escreveu: Pelo menos ele sabe que é prolixo
    odeio esse tipo de escrita, detalhista e cheia de falsa emoção.

    Ainda admitiu que roubou um microfone cenográfico.

    Se despediu e jaja volta pra algum canal na internet ou rádio.
    Ai vai dizer que o filho menor falou: papai, se você não fizer isso vou ficar triste :chorar:

    Sabe que não tem mais espaço na TV e diz que é por opção. roflmao
    É o que, vei? Tá maluco? Tendi nada.
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    MENSAGENS RECENTES

    https://twitter.com/g1/status/1353342687576023040 […]

    https://twitter.com/Oledobrasil/status/13495067998[…]

    Espero que o time do Palmeiras, a comissã[…]



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